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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Estranhamente, ou porque não dizer logicamente, as obras da carne descritas e explicadas pelo amigo Edir Macedo no post anterior são reconhecidas e até mesmo defendidas no âmbito dos à Direitos Humanos.

Basta um olhar otimista para vermos na sociedade certa tolerância com  práticas exclusivas da carne – intolerância também há – não sendo esta última o foco da mensagem do amigo bispo.

Vá às praças de alimentação em shoppings, em centros gastronômicos, e perceberá certa alegria e comodidade com a visão de pessoas acima ou abaixo do peso deliciando-se no pleno exercício do Direito Alimentício – alguns com notável moderação, outros certamente com largo estômago.

 

Não dá pra dizer o mesmo sobre o Direito ao Sexo, mas sabemos que a negativa a este de certa forma, gera protestos significativos contra aqueles que podem estar a reter ou atrapalhar sua prática.

O direito ao sexo dentro do matrimônio, inclusive, é celebrado pelo Autor da Vida com as devidas recomendações de moderada não retenção.

 

Porque então, no âmbito dos Direitos da Carne, há codificação de infrações???

Porque “aquilo” ou “isso” -  que é de Direito -   a partir de certo ponto praticável passa à codificação de erro com consequências drásticas inclusive???

 

Principalmente os jovens, em suas primeiras descobertas, costumam questionar o porque de certas obras serem catalogadas como razão para a separação eterna de Deus.

Muitos mais antigos costumam passar os ideais moralistas para mostrar que sendo Deus um ser moral devemos obedecê-Lo e renunciar tais práticas sem questionar.

Surgem assim gerações de seres humanos que voltam-se às obras do ESPÍRITO simplesmente por considerarem sua conduta moral para salvação eterna, retendo na verdade a vontade ao pleno exercício dos DIREITOS DA CARNE.

São pessoas extremamente frustradas pelo conflito racional gerado pelo clamor das emoções da carne.

 

A razão para sair deste conflito está no seguinte entendimento:

 

A moralidade nada tem haver com a codificação de erros!!

Em outras palavras:  O foco de Deus não é a MORAL;  Ele não é  legalista.

O ponto de vista LEGALISTA do ser humano -  para restauração da moral  - é o epicentro dos conflitos do homem frente a proposta de Salvação dada por Deus.

 

Na verdade, o pecado nada mais é que um ponto de “aterramento”  entre o espírito humano e a matéria.

De fato, o pecado produz matéria no espírito humano – na Bíblia isto esta representado no termo “VESTES SUJAS”.

 

O que é MATÉRIA?  É todo composto extraído elementarmente de substâncias terrestres. Entre estes, o CORPO HUMANO - na Bíblia isto esta representado no termo “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

 

O que é ESPÍRITO?  É o SOPRO de Deus dado ao homem no instante seguinte à formação de seu corpo material. Esta na Bíblia; e quanto ao corpo, comprovação científica é o que não falta.

 

O que é PECADO?  É toda atitude  exclusivamente do corpo material (obras da carne) que produz matéria no espírito humano.

 

E de quê forma a matéria produzida pelas obras da carne condena o espírito humano??

 

Boa pergunta? 

Para entender a resposta observe a Lei da Gravidade.

 

Observou? Então me responda:

 

Porque a terra atraí todas as coisas??  

Se responder:  “por causa do magnetismo”  a resposta estará correta; Mas também por que de fato a terra atrai para si TUDO AQUILO QUE É COMPOSTO MATERIAL – ou seja: tudo aquilo que é feito dela mesma – ou seja: toda matéria derivada da matriz é atraída pela matéria matriz.

 

E como isto implica na condenação do espírito humano?

O espírito humano (in-substâncial) contaminado por matéria, é atraído para a parte mais in-substâncial da matéria terrestre no instante em que é rompido um elo citado na Bíblia pelo termo – FIO DE PRATA.

 

Qual a parte mais in-substâncial da matéria terrestre??   O NÚCLEO DO PLANETA TERRA citado na Bíblia como INFERNO.!!!

 

Mas como as obras da carne sujam o espírito?  

Toda obra da matéria humana produz DETRITO  tanto no modo latente visível como no modo nano infinito – e neste último, pelo citado FIO DE PRATA, o espírito humano é atingido.

 

Mas porque as obras da carne sujam o espírito?

Toda matéria menor sujeita à atração de matéria maior deseja corresponder à essa atração. A matéria humana deseja voluntariamente/desesperadamente “atender” à atração da matéria maior a TERRA. O único impedimento é o espírito humano. Daí o desejo da carne ser sempre A MORTE à único modo de rompimento do FIO DE PRATA, sendo a morte de fato o ROMPIMENTO DO FIO DE PRATA.

 

Não dá pra continuar agora. Preciso ir, mas vou retornar em breve com este assunto.

Direitos autorais reservados até o pleno entendimento e exposição.

 

Timóteo de Almeida Batalha

 

 

 

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